Renato Godoy / Fala Planalto
A pré-campanha mal esquentou e já tem partido no DF suando frio. A choradeira dos pré-candidatos aumentou o volume nos bastidores, com gritos por espaço, legenda e, claro, votos — mesmo que a maioria ainda não tenha nem nome conhecido na rua.
Na prática, os dirigentes partidários estão sendo encurralados por novatos desesperados e veteranos sem voto. O que se vê é um festival de pressão, pedidos emocionados e promessas de desempenho que nem cartomante arriscaria apostar. Enquanto isso, presidentes de partidos tentam fingir calma, mas por dentro já cogitam tomar Maracugina intravenosa.
A matéria do site Bombeiros DF mostra bem o cenário: legendas como PSDB e PSD estão sendo cobradas a se posicionar sobre nomes majoritários, mas a verdade é que nem eles sabem o que fazer com tanto “pré-candidato em modo pânico”. Uns ameaçam trocar de partido, outros juram que têm 15 mil votos no bolso — só não explicam de onde tiraram essa conta.
Com o cerco apertando, partidos estão tentando montar uma nominata que não imploda sozinha. Mas a matemática é cruel: muitos nomes, poucos votos, nenhuma legenda quer pagar o preço de uma campanha fracassada. Resultado? Estão todos tentando empurrar o problema para depois de julho.
Ah, e tem também os “ex-candidatos” que acreditam que sua hora chegou, mesmo que nunca tenham passado de 1.000 votos. Eles reaparecem com sorrisos, apertos de mão e uma certeza: “esse ano é meu”. Só se for na rifa da derrota.
No fim das contas, o DF segue seu roteiro típico: partidos esticando a corda e pré-candidatos se pendurando nela. Quem cair primeiro, ninguém sabe — mas o espetáculo já começou. E olha que nem chegou a hora do horário eleitoral gratuito.
Final com veneno:
Se pré-campanha fosse sinônimo de competência, Brasília já teria virado a capital mundial da política. Mas por enquanto, tudo que temos é barulho, ego inflado e muita gente boa de promessa… e péssima de urna.